E lá se vem mais um ano. Agora está faltando pouco para o mundo acabar, é melhor fazermos logo o que viemos fazer nesse mundo. Eu vivo pensando em tudo que deixei de lado nesse ano de dois mil e dez, não só nesses, mas como em todos os outros. Eu sempre deixo muita coisa de lado, muitas pessoas. Eu sempre me arrependo também. Porém, também sempre tem um motivo e eu tinha um belo motivo. Enfim, creio que tudo o que foi feito era pra ser feito, senão eu não estaria aqui agora escrevendo. Acredito ter amadurecido bastante durante os últimos meses desse ano, eu consegui encontrar seriedade dentro de mim, coisa que nunca tinha encontrado. E sério mesmo, vou confessar, é muito ruim ter seriedade! Mas é preciso. Principalmente agora que terei que tomar as rédeas da minha vida e eu mesmo botar o boi pra andar. Estou com medo. Eu não sei como farei isso, nem sei o que vou encontrar lá fora e isso me assusta um pouco. Só espero ter sorte e de alguma forma, competência para escolher o meu melhor. Falando no ''meu melhor'', esse ano encontrei novos amigos! Quer dizer, nem são tão novos assim, mas é que eu simplesmente nunca tinha reparado neles antes de conhecê-los no teatro. Eu sou meio assim, vivo no meu mundo e não incomodo o mundo dos outros. Ainda bem que dessa vez foi diferente e eu fui lá incomodar todo mundo e virei amigo de todo mundo e vou ser feliz com todo mundo durante muito tempo na minha vida. Assim espero e assim farei acontecer. Eu diria que o grupo de teatro da ETEC foi meu melhor presente esse ano, pois não sei o que seria de mim sem eles, como eu me sentiria durante o resto do ano. O grupo apareceu num momento em minha vida em que eu estava indo de cabeça pro fundo do poço e sabe, só tenho a agradecer a todos eles, todos mesmo, por tudo ou simplesmente por existirem. Espero que isso seja verdadeiro e dure bastante tempo. Que seja doce, também. Me reecontrei com uma amizade que tinha perdido, me deparei com novas amizades que nunca tinha ganho, perdi um amo e ganhei novos amores, sofri com o meu Corinthians perdendo tudo por incompetência e sorri demais ao reecontrar meus amigos de Natal, minha família, as praias, o sol e a paz que reside naquele lugar. Eu morro de saudades e não há manhã em que eu acorde e não queira ir a praia. Meu Deus, como era bom e eu não sabia. Eu só espero que todos que estão na minha vida, sejam eternamente felizes. Todos mesmo, até os que não merecem porra nenhuma vindo de mim. Muita paz e muito amor! Muito amor pra vocês, certo? Pra mim não, estou desiludido esse final de ano e espero que entendam. Enfim! Feliz 2011.
1P.S.: Lembra daqueles fogos que vimos do quintal da Chacara da sua família? Eu lembro e percebo agora como estava feliz.
2P.S.: Aluga-se espaço em meu coração no ano de 2011. Interessada, por favor, contactar-me o mais rápido possível para que não perca essa chance única.
És o amor que sobrevive dentro de mim.
O veneno que corrói a minha alma.
O fogo que queima meu ser.
O espinho que atravessa minha coluna.
A solidão que destrói meus dias.
A história acabada bruscamente.
A mentira que atormenta meus sonhos.
O fogo que queima meu ser.
O espinho que atravessa minha coluna.
A solidão que destrói meus dias.
A história acabada bruscamente.
A mentira que atormenta meus sonhos.
Meu Primeiro Amor
Eu tenho saudades dos tempos em que corria sem medo de me machucar e quando caia, chorava, mas logo sorria e voltava a brincar. Tenho saudades da minha infância onde nada habitava meu peito e eu não sabia o que era sentir o amor. Hoje sei e como sei. E por saber, sinto medo de me machucar. O amor se alojou em meu peito e fez uma bagunça tão grande ao trazer junto um tanto de sentimentos que eu não conhecia. E quando essa bagunça acabar e eu descobrir que tudo aquilo é eterno, sinto medo da rejeição e quando eu quiser correr e cair, vou acabar jogado no chão, sem ninguém para esticar a mão. Porém, as palavras amorosas são tão aconchegantes, fazem tão bem aos meus ouvidos, que é impossível recusá-lo dentro de mim. Eu simplesmente não quero me importar com o medo, nem com o cair, quero apenas vivê-lo e sentí-lo pulsar cada vez mais forte. Quero vivê-lo em cada instante de felicidade e tristeza. E sei que se um dia ele for embora e aqueles velhos tempos voltarem, a saudade que sentirei do amor será maior e mais dolorosa. Então, eu simplesmente esqueço todos os males, todas essas saudades bobas e o puxo para dentro da minha vida. Farei tudo por esse amor, lutarei com todas as minhas forças e sei que serei recompensado com a mais plena felicidade.
Que andar é reconhecer
Esqueço tudo que me levou a você, esqueço tudo que lhe trouxe até a mim, esqueço tudo que nos fez seguir juntos. Devagar, meio rastejando, vou apagando aos poucos suas lembranças dentro de mim, tornando-as tão sujas como nosso último dia juntos. Eu criei força, meus músculos se enchem de energia e me impulsionam numa estrada sem fim. O controle ainda é meu, me lembrei. A vida ainda é minha, o sorriso ainda é meu, o coração ainda bate por mim. Não é você que vai me tomar tudo isso. Alias, ninguém vai. Nem você, nem ele, nem vocês. Hoje eu me levanto cansado, recuperando todo o fôlego perdido e quando me ponho de pé, volto a andar e a correr e a voar. Às vezes a estrada está escura, sombria, cheia de vozes do além e fantasmas do passado. Porém, eu não me assusto mais. Continuo andando, piso forte, inclino a cabeça e sorrio, feliz, iluminando tudo ao meu redor e expulsando os males. Não sei exatamente o que encontrarei lá no final, se será um pote de ouro, se será mulheres nuas ou a morte. Eu realmente não me importo em saber ou não. É isso que me faz tão forte: Não saber. Sou forte porque não sei quando amo de novo, quando vou casar, quando vou comprar meu carro ou quando vou sofrer um acidente grave. Essa falta do saber, essa dúvida do que vem por aí, a vontade de descobrir, tudo isso e mais um pouco de paixão pela vida, é o que me faz seguir. Nunca foi a vontade de esquecer você, pois nunca esquecerei. Será para sempre lembrada, como a mulher que me fez amar pela primeira vez e sempre estarei grato. Obrigado por me amar e por um dia ter deixado de sentí-lo.
Minha Carta
Oi. Me desculpe por isso, mas é que eu não estou aguentando mais. Eu sei que errei muito contigo nos dois anos que tivemos de namoro, sei que não fui o melhor, sei que você fez de tudo pra dar certo, sei que cansou, que está em outra, que não me quer mais. Sei de tudo isso. E, em outros tempos, tudo isso seria motivo o bastante pra eu te deixar em paz e viver a minha vida. O problema é que agora não consigo te largar, não consigo deixar você sair de dentro de mim. Não é de propósito, entende? Totalmente sem controle. Quando sinto algo, sinto por você. Quando penso em alguém, penso em você. E isso acontece toda hora, todo segundo, todo momento. E a saudade aumenta cada vez mais, me deixando louco, me deixando totalmente sozinho, inseguro, infeliz. Eu desejo você a todo instante, quero seus braços entrelaçado no meu pescoço, sua boca roçando na minha, seu corpo no meu. Quero ser o seu primeiro, quero te fazer sorrir, quero olhar para o lado e te ver feliz. A verdade é que você não saiu do seu lugar, e sim me tirou do meu lugar. Você ainda é a dona dos meus suspiros, ainda é você que me faz sonhar. Eu não aguento mais isso de tentar se separar, entende? Talvez seja isso que você precise pra seguir adiante, mas eu não. Seguir adiante pra mim é estar feliz com quem eu amo, e eu amo você, droga. Eu amo muito e é muito amor dentro do meu coração, que só faz doer. Não sei se lhe peço mais uma chance, não sei se lhe peço para me esperar ou para pelo menos falar comigo. O que eu sei é que sinto um vazio dentro de mim desde aquele dia infeliz em que você me dispensou, vazio esse que tento preencher a todo momento para evitar a dor de sentí-lo de novo, mas as vezes é inevitável sentí-lo, sabe? Não há o que preencher, não há quem. Só você, você e você. Eu te amo. E não é vinte dias longe de tudo que vai mudar isso. Nada vai mudar isso.
Últimas Fotografias
Vou para um lado, vou pro outro, você vem junto comigo sorrindo, chamando meu nome, meu apelido, gemendo pelo meu amor. Aperto seu braço, sua perna, sua coxa, roço minha perna na sua, roço meus lábios nos seus. Primeiro é a camisa no chão, segundo é o sutiã, terceiro é a calça e por último sua calcinha. Minha camisa vai parar na janela, meu calção debaixo da cama, minhas meias sumiram e minha cueca perdeu-se entre tantas outras peças. Suamos juntos, grudando, molhando nossos corpos quentes e refrescando nosso desejo. Tudo fica mais forte, mais rápido, mais intenso. Grita, grita e grita. Geme. Implora por mim, implora pelo meu. Arranha minha pele, sente minha carne e grita, ofegando o ar que deixamos quente, abafado pelo nossos sussurros durante o ato. Depois relaxa, esparrama seu corpo pelo macio do colchão e sorri. Engraçado como sempre está sorrindo. Engraçado como acho isso lindo. Fico te olhando deitada, tentando marcar uma outra data para um novo ato, tentando segurar lágrimas de despedida e sonhando com o futuro que nos aguarda. Ali parado, olho para a curva da sua cintura que deve existir somente para o pouso suave de minha mão, olho seus olhos fechados e consigo imaginá-los abertos, me espiando. Olho seus seios macios, prontos para serem mordidos. Olho para seu ombro, seu rosto, olho para dentro de você. Minha mente guarda dentro de si cada pedacinho de seu corpo, de seus momentos, cada pedaço do nosso amor. E esse momento, a despedida, não está de fora do álbum que criei dentro da minha cabeça. Afinal, eu estava mesmo precisando completar a última página.
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